Época balnear começa a 26 de junho nas praias fluviais do concelho de Proença

Época balnear começa a 26 de junho nas praias fluviais do concelho

A partir deste sábado, 26 de junho, dia em que começa oficialmente a época balnear no concelho de Proença-a-Nova, já se encontra disponível a Praia Fluvial da Aldeia Ruiva, depois de concluídas as obras de requalificação que dotaram este equipamento de renovadas condições de estadia. Depois da inauguração da requalificação, segue-se um sunset, agendado para as 18h00, com a presença de três DJs que vão animar o final de tarde nesta praia, renovando-se os pedidos de distanciamento físico e de uso da máscara, bem como o cumprimento das restantes regras em vigor devido à COVID-19. Com o início da época balnear, as três praias de gestão municipal – Aldeia Ruiva, Fróia e Malhadal – terão vigilantes para garantir a segurança de todos quantos optarem por visitar as praias fluviais do concelho nesta época.

No Malhadal estão ainda a decorrer as obras de beneficiação do espaço de bar, estando a restante praia disponível para os banhistas, prevendo-se a conclusão da obra a partir de 10 de julho. Logo no início de julho, no dia 4, o parque aquático Fluvifun estará disponível de segunda a sexta-feira, para maiores de cinco anos, entre as 11h00 e as 20h00 e aos fins de semana entre as 10h00 e as 20h00. Estão disponíveis bilhetes para 30 min (2 €), 60 min (3 €) e o dia inteiro (10 €). Há descontos para grupos com cinco ou mais elementos (60 min: 2 €/por pessoa, dia inteiro: 8 €/por pessoa) e para grupos com mais de 25 pessoas (60 min: 1,50€/por pessoa, dia inteiro: 1 €/ por pessoa). Nesta praia, a 17 de julho realizar-se-á também um sunset a partir das 17h00.

O concelho dispõe ainda das zonas balneares de Alvito da Beira e da Cerejeira e das piscinas públicas de Pedra do Altar e São Pedro do Esteval, equipamentos que também estão disponíveis nos meses de verão.

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Portugal já está nos oitavos de final do Europeu

Portugal sofre, mas avança

Nós os portugueses criticamos com facilidade o nosso Seleccionador, durante um jogo pode passar de besta a bestial, mas, na verdade é o Seleccionador com mais vitórias, mais títulos. É o actual campeão e estamos nos oitavos.

O jogo com a França é sempre especial, duro, imprevisível. Foi o caso de ontem.

À mesma hora a infeliz Hungria foi eliminada. Injustamente. Na verdade, não perdeu nem com a França nem com a Alemanha, apenas com Portugal.

Festa fizeram Ronaldo agora mais conhecido até Domingo como CR109. Bate records, impressiona, tal como Pepe um Imperador ou mesmo o nosso guarda-redes, impressionante na noite de ontem.

Para terminar, a festa de Mbappé com Ronaldo e a troca de camisolas com o seu ídolo. Imagem a reter.

Domingo jogamos com a Bélgica e todos estaremos com a Selecção. Que tudo nos corra bem é o que importa.

PF

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FACEBOOK E FÓSSEIS DE COMPORTAMENTO ANIMAL REVELAM UMA NOVA ABORDAGEM À EVOLUÇÃO NOS OCEANOS

FACEBOOK E FÓSSEIS DE COMPORTAMENTO ANIMAL REVELAM UMA NOVA ABORDAGEM À EVOLUÇÃO NOS OCEANOS  

Um novo estudo sugere que a vida nos fundos marinhos tem sido governada ao longo dos últimos 500 milhões de anos pela mesma dinâmica de “mundo-pequeno” que tem sido aplicada ao Facebook e ao Instagram. Geology, considerada a mais impactante revista de geociências nos últimos doze anos, dedica a capa da edição de Junho a este estudo.

Ao longo dos últimos 500 milhões de anos, o comportamento dos animais que vivem no fundo dos oceanos tem evoluído segundo regras que são surpreendentemente análogas àquelas utilizadas no Facebook, Instagram, Twitter e outras redes sociais desenvolvidas nos últimos anos.

Esta conclusão inovadora foi descrita por uma equipa multidisciplinar de cientistas coordenada pelo paleontólogo Andrea Baucon (Universidade de Génova, Itália), e que inclui o português Carlos Neto de Carvalho (Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO/investigador do Instituto D. Luiz da Universidade de Lisboa), Gabriele Tosadori (Universidade de Verona, Itália) e Alexandre Antonelli (Royal Botanic Gardens de Kew e Universidade de Gotemburgo, Suécia).

 

O estudo foi publicado na edição de Junho da influente revista Geology (https://doi.org/10.1130/G48523.1), considerada no Web of Science como a mais impactante revista de geociências nos últimos 12 anos.

A revista Geology dedica a capa desta edição ao estudo de Baucon et al. Este estudo combina estruturas de actividade paleobiológica preservadas sob a forma de icnofósseis de 45 sítios paleontológicos espalhados pelo mundo com sofisticadas simulações por computador para explicar uma das hipóteses fundamentais da paleontologia: a divergência evolutiva entre padrões e graus de complexidade observada em icnofósseis de ambientes marinhos de plataforma e abissais.

Apesar de ser bem conhecida, a hipótese de divergência evolutiva entre ambientes marinhos, normalmente distinguidos, entre outros factores, pela presença de luz solar nos ambientes marinhos costeiros que determina a existência de uma cadeia alimentar suportada por organismos fotossintéticos, bem como pela ausência de luz e de correntes marinhas nos fundos abissais, que permitem apenas a sobrevivência suportada por decompositores, nunca foi testada, e os princípios que a modelam permaneciam desconhecidos…até agora. São os comportamentos de alimentação de organismos abissais realmente diferentes daqueles que vivem em ambientes costeiros e, se sim, porquê? Para responder a estas questões, Andrea Baucon e co-autores utilizaram a mesma matemática aplicada às redes sociais para capturar – numa única imagem! – 500 milhões de anos de evolução biológica nos fundos marinhos. Tal como uma rede de Facebook é composta de gente adicionada por relações de “amizade” ou de interesses, a resultante ‘rede de comportamentos fossilizados’ é constituída por icnofósseis que normalmente ocorrem em associação resultante da exploração do mesmo espaço ecológico, assumindo estratégias de busca e seleção de alimento nos fundos marinhos que foram controladas pelos mesmos parâmetros ecológicos.

Tal como a rede de Facebook se desenvolve a partir de fenómenos sociais, a “rede de comportamentos fossilizados” é definida por fenómenos biológicos. O padrão de ligações da “rede de comportamentos fossilizados” revelou ser como aqueles acontecimentos onde a coincidência é apenas aparente e que vulgarmente designamos como “o mundo é pequeno” – uma rede de contactos singular em que cada “post” é acessível a todos os membros de imediato ou por um reduzido número de “partilhas”. Este princípio matemático está subjacente à teoria dos ‘Seis graus de separação’ de Stanley Milgram, i.e., a ideia que, no mundo, são necessários no máximo seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam ligadas. De acordo com os autores do novo estudo, a estrutura de mundo-pequeno da “rede de comportamentos fossilizados” deriva de espécies que exploraram os mesmos recursos ecológicos e que são universais – especialistas e generalistas – o que tem determinado o controlo espacial da busca e seleção de alimento ao longo dos últimos 500 milhões de anos.

Os comportamentos de organismos que vivem em ambientes abissais evoluíram a partir de padrões de busca de alimento desenvolvidos por animais que viveram em regiões costeiras nos últimos 500 milhões de anos. Um novo estudo, baseado em fósseis encontrados em 45 sítios espalhados pelo mundo, incluindo o Parque Icnológico de Penha Garcia, sugere que este processo evolutivo mostra uma dinâmica de “mundo-pequeno” utilizado pelo Facebook e pelo Instagram.

A “rede social” de comportamentos fossilizados. Cada círculo representa um padrão comportamental materializado num icnofóssil, e as linhas estabelecem a ligação entre comportamentos que ocorrem normalmente associados no registo fóssil. Os círculos laranjas determinam icnofósseis típicos de ambientes marinhos pouco profundos, os círculos azuis correspondem a icnofósseis abissais.

Referência

Andrea Baucon, Carlos Neto de Carvalho, Fabrizio Felletti, Gabriele Tosadori, Alexandre Antonelli (2021). Small-world dynamics drove Phanerozoic divergence of burrowing behaviors. Geology 49 (6): 748–752 (https://doi.org/10.1130/G48523.1)

Nota: este estudo contou com o apoio financeiro do Município de Idanha-a-Nova, na sua estratégia para conhecer e valorizar os recursos patrimoniais do concelho

Sobre os autores

Andrea Baucon é paleontólogo na Universidade de University of Génova. A sua investigação baseia-se nas relações entre formas de vida e o substrato (Icnologia), com particular atenção para a importância ecológica e evolutiva dos organismos que colonizam os substratos. Foi professor de Paleontologia na Universidade de Trieste e coordena uma equipa internacional de cientistas que estudam os efeitos das alterações climáticas nas interações de organismos com o substrato (CAMBIACLIMA project).

Carlos Neto de Carvalho é geólogo investigador do Instituto D. Luiz da Universidade de Lisboa e coordenador científico do Geopark Naturtejo Mundial da UNESCO. A sua investigação ao longo de mais de 20 anos centra-se na evolução do comportamento preservado no registo fóssil, focando especialmente o registo sedimentar de interações comportamento-ambiente.

Fabrizio Felletti é professor de geologia e de sedimentologia na Universidade de Milão, onde obteve o seu Doutoramento em  2001. Desde 2002 que dá aulas nesta universidade. O seu trabalho incide no estudo de sistemas sedimentares, desde a análise de fácies à modelação geoestatística, de forma a caracterizar formações carbonatadas e siliciclásticas como reservatórios petrolíferos ou de águas subterrâneas

Gabriele Tosadori trabalha na Universidade de Verona, Departamento de Medicina. O seu principal tema de investigação refere-se à análise de redes em sistemas biológicos com aplicações nas mais diferentes áreas, como a sequenciação de ARN de célula-única, dados neuropatológicos e redes de fósseis.

Alexandre Antonelli é o director de Ciência de Royal Botanic Gardens em Kew. Também é professor de biodiversidade e sistemática na Universidade de Gotemburgo e professor visitante na Universidade de Oxford. A sua paixão é a natureza e a sua missão é contribuir para reduzir a perda de biodiversidade.

Por esta razão, ele estuda a distribuição e evolução de espécies e desenvolve métodos que aceleram as descobertas científicas. A sua investigação centra-se nos trópicos, onde ocorre a maioria das espécies e onde as ameaças à biodiversidade mais se fazem sentir.

Geology

 

 

 

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Proença-a-Nova: Magma Cellar inaugurada nos Cunqueiros

Magma Cellar inaugurada nos Cunqueiros

O carácter aglutinador da aldeia de Cunqueiros, visto como lugar de encontro, polo de união dos seus conterrâneos que procuram o regresso às origens foram as características que serviram de ponto de partida para as autoras Marta Aguiar, Mariana Costa e Sofia Marques de Aguiar do escritório Mag do Porto criarem a obra de arte Magma Cellar, inaugurada 19 de junho. 

João Lobo, presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova, mostra-se satisfeito com mais um ponto de referência no Roteiro das Artes do concelho, pois, do ponto de vista turístico, “a arte permite-nos mostrar um território diferenciador e foi essa uma das premissas para criar este projeto – criar obras de arte em locais improváveis e dessa forma «obrigar-nos» enquanto turistas a chegar lá e, ao mesmo tempo, levar-nos a conhecer a história das gentes e dos locais”.

O autarca reforçou ainda a importância das duas obras que integram o Experimenta Paisagem – a Menina dos Medos e a Magma Cellar – e como o significado do encontro personificado nesta última obra representa as comunidades vivas: “as associações, nestes dois casos do Sobral Fernando e dos Cunqueiros, são exemplos de associações vivas e que representam o esforço de um trabalho comum. Se todos convergirmos no objetivo do benefício do coletivo, vamos ter territórios em que apesar de terem menos pessoas conseguem atrair mais e a cultura é um importante veículo aglutinador e de atratividade”, conclui.

Encaixada junto a ribeira, a aldeia de Cunqueiros apresenta um relevo de difícil acesso onde o xisto domina a paisagem.

Para as autoras da Magma Cellar, os valores da interioridade estão muito marcados neste lugar: quase deserta durante a semana enche-se ao fim de semana para receber os seus conterrâneos.  A obra “tem como ponto de partida a aldeia de Cunqueiros como lugar aonde se volta como quem volta ao que é mais importante, mais inicial.

Esta abordagem é, portanto, uma leitura não só da vivência da aldeia, mas, sobretudo, de aspirações e sonhos de quem a habita ou, de alguma forma, vai habitando”, lê-se na descrição da obra. Através de materiais como aço inox lacado e ardósia piro expandida “e da sua aparência de lava talvez magma cellar evoque o encontro com algo primordial”, acrescenta a mesma nota.

Acção de compostagem

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Idanha disponibiliza casa a médicos

Idanha disponibiliza casa a médicos

A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova vai disponibilizar alojamento a médicos que se instalem no concelho, no âmbito dos concursos de recrutamento da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco (ULSCB).

A medida está a ser implementada em articulação com o Serviço Nacional de Saúde, no âmbito de um protocolo da Câmara de Idanha-a-Nova com a ULSCB, que visa garantir a prestação de cuidados de saúde de qualidade neste concelho”, afirma Armindo Jacinto, presidente da autarquia.

Com esta medida, a Câmara de Idanha-a-Nova promove condições de atratividade para médicos que se queiram fixar no concelho, com vista à melhoria dos serviços públicos de saúde.

Armindo Jacinto refere que “o incentivo à fixação de médicos é mais um investimento a juntar a outros que Idanha tem realizado na área da saúde, no âmbito de uma estratégia que é desenvolvida desde 2013 e que foi cimentada com a implementação da estratégia Recomeçar, a partir de 2015”.

Ao longo dos anos, foram criados projetos já bem conhecidos da população, tais como as cirurgias às cataratas, o acesso a medicação gratuita, a sinalização de demências ou as consultas médicas de clínica geral, cardiologia, dermatologia, urologia e neurologia. Em todos os casos é privilegiada uma resposta de proximidade, de qualidade e continuidade.

Armindo Jacinto salienta, porém, que “o trabalho na área da saúde nunca está terminado. Por isso, já este ano lançámos novos projetos como o Cartão Raiano Saúde 0-114, a Casa de Saúde de Idanha-a-Nova e as viaturas da Unidade Móvel de Saúde e do Espaço Móvel Cidadão, que se deslocam de forma regular às freguesias do concelho”.

A Câmara de Idanha-a-Nova desenvolve a estratégia para a saúde em parceria com a ULSCB, o Centro Municipal de Cultura e Desenvolvimento de Idanha-a-Nova, a rede de IPSS, a Fundação Álvaro Carvalho, a Associação Dignitude, a Associação Nacional de Farmácias, entre outras entidades.

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Proença-a-Nova: Bombeiros contam com novas viaturas “António Rolheiro” e “Diogo Dias”

Bombeiros contam com novas viaturas “António Rolheiro” e “Diogo Dias”

. A sociedade mobilizou-se a favor dos Bombeiros

Do infortúnio ocorrido em 2020, em que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Proença-a-Nova (AHBVPN) perdeu em serviço o bombeiro Diogo Dias e duas viaturas nos grandes incêndios de julho e setembro em Proença-a-Nova e concelhos vizinhos, nasceu uma onda de solidariedade que envolveu a autarquia, as juntas de freguesia, associações e tecido empresarial do concelho, a juntar aos muitos proencenses anónimos de Proença-a-Nova, do resto do país e de países como o Canadá, Brasil, Suíça e França.

Com os mais de 155 mil euros angariados, foi possível adquirir uma de duas novas viaturas que estão ao dispor da corporação de Proença-a-Nova. “Carros há muitos, pessoas ninguém ocupa o lugar delas: há sempre um vazio e é esse vazio que nos dói”, referiu o padre Virgílio Martins durante a bênção das viaturas que recebem o nome de Diogo Dias, de 21 anos, e de António Fernandes Miguel, mais conhecido como António “Rolheiro”, 2º Comandante do Quadro de Honra do Corpo de Bombeiros que faleceu em janeiro deste ano com 94 anos.

Virgílio Martins sintetizou na expressão agridoce o misto de emoções sentidas durante a cerimónia, realizada a 13 de junho: “o doce do António Rolheiro é uma esperança para vós, mas tenho o amargo do Diogo que é uma tristeza por um lado, mas também é a esperança. Se este representa a continuidade, aquele representa o empenho, se este representa o carinho e a ternura do pai que viveu, e viveu muitos anos, aquele representa o impulso da juventude que vós tendes”.

Tiago Marques, comandante do corpo de bombeiros, agradeceu todos os donativos recebidos num dia em que se lembraram “aqueles que tanto deram a esta casa e que já não se encontram entre nós. Precisamos cicatrizar feridas que ainda não sararam, é um facto, mas temos de continuar a nossa missão e para mim penso que é a melhor homenagem que podemos fazer: continuar. Continuar o legado que nos foi deixado, continuar a proteger as nossas gentes e os seus bens. O meu desejo é que estas viaturas nos tragam uma mensagem de esperança, de força, de superação. Que o Diogo e o Sr. António nos acompanhem sempre em todas as nossas missões”.

Também Ricardo Araújo, presidente da direção da AHBVPN, salientou a disponibilidade dos bombeiros que chega ao ponto de dar a vida pelos outros. “Queremos continuar com a memória viva, não esquecendo os nossos, aqueles que dão a vida, que dão o suor, o sangue e as lágrimas naquilo que fazem. Foi aprovado por unanimidade e com aclamação de toda a assembleia Diogo Miguel Alves Dias, bombeiro de 3ª, como sócio honorário a título póstumo desta associação e vai ser homenageado com esta viatura com o seu nome para que outras gerações possam se lembrar daquilo que é dedicação e a entrega do bombeiro à sociedade. Da próxima vez que soar o alarme não nos esqueçamos disso”.

Enquanto presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova e também na qualidade de presidente da mesa da assembleia geral da AHBVPN, João Lobo destacou o grupo de elementos que está atualmente em formação para continuar a prestar apoio à comunidade, como esta associação humanitária já faz há mais de 70 anos. Dando conta do momento difícil que se viveu há um ano, com a morte de Diogo Dias, destacou o empenho da restante corporação. “Nunca baixou os braços, estiveram sempre no teatro de operações e nessa circunstância é para mim um orgulho pessoal e, tenho a certeza, é um orgulho de todos os proencenses. Esta homenagem que hoje fazemos manifesta esse carinho e esse sentimento de comunhão entre todos”.

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Plataforma Europeia de Combate à Situação de Sem-Abrigo lançada amanhã

Em resposta ao apelo feito pelo Parlamento Europeu aos Estados-membros em novembro de 2020 para que, até 2030, se retirem todos os sem-abrigo das ruas, a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (UE) vai lançar, no próximo dia 21 de junho (amanhã), a Plataforma Europeia de Combate à Situação de Sem-Abrigo.

Esta ferramenta vai permitir pela primeira vez fazer um retrato da população sem-abrigo nos 27 Estados-membros da União Europeia. A iniciativa da Presidência Portuguesa, que decorre até 30 de junho, insere-se no combate à pobreza e à exclusão social, um dos principais eixos do Plano de Ação do Pilar Europeu dos Direitos Sociais.

 

 

 

 

 

Já no anúncio feito no início deste ano pela Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, referia os objetivos da plataforma que pretende fazer o retrato europeu desta população e permitir uma partilha dos instrumentos usados em todos os Estados-membros da EU para que se encontrem respostas mais adequadas às várias dimensões das pessoas em situação de sem-abrigo.

Segundo informação disponibilizada pelo site da SCML, prevê-se que a nova ferramenta seja uma mais-valia para o trabalho realizado pela Misericórdia de Lisboa junto da população sem-abrigo.

O Núcleo de Planeamento e Intervenção com Sem-Abrigo (NPISA), que existe em Lisboa, desde 2015 e que conta com a coordenação da Rede Social de Lisboa – constituída pela Câmara Municipal de Lisboa, Santa Casa e Instituto da Segurança Social – é gerido pela Misericórdia de Lisboa, permitindo à instituição efetuar uma intervenção integrada que assegura o acompanhamento da população sem-abrigo da capital.

Esta nova iniciativa será apresentada na conferência “Combater a Situação de Sem-Abrigo – Uma prioridade da Europa Social”, realizada a 21 de junho, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. O público poderá assistir ao evento através de videoconferência, sendo necessária inscrição prévia.

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Santa Casa da Covilhã acolhe nova família

MISERICORDIA DA COVILHA ASSINALA O DIA MUNDIAL DO REFUGIADO
COM O ACOLHIMENTO DE NOVA FAMILIA
A Misericórdia da Covilhã é entidade acolhedora de pessoas refugiadas desde 2016.
Pioneira na cidade na Covilhã, e no distrito de Castelo Branco, tem contribuído para a
integração destes cidadão na comunidade, fornecendo ferramentas e competências para se autonomizarem no nosso país.
Neste Dia Mundial do Refugiado, 20 de junho, data que visa homenagear a coragem e a
força dos milhões de pessoas que são obrigadas a fugir de suas casas e a se refugiar em
outras localidades para evitar perseguições, calamidades naturais ou guerras, a Misericórdia da Covilhã enaltece também todo o trabalho desenvolvido pelas organizações
na responsabilidade em melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Um trabalho árduo e que conta com um conjunto de parceiros que apoiam nesta integração.
Dando continuidade à sua missão, na qualidade de entidade acolhedora, no dia 15 de junho de 2021, a Santa Casa da Misericórdia da Covilhã acolheu uma nova família de nacionalidade síria ao abrigo de um protocolo entre o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras
– SEF, o Alto Comissariado para as Migrações e a União das Misericórdias Portuguesas.
Ao longo de 18 meses, a Misericórdia da Covilhã irá disponibilizar apoio à integração desta
família de três elementos, garantindo o alojamento num apartamento mobilado e adaptado às suas necessidades, bolsa mensal familiar, vestuário, alimentação, intérprete
linguístico, acesso a cuidados de saúde através da inscrição no sistema nacional de saúde,
apoio na inscrição dos elementos na Segurança Social e apoio na educação e formação.
Após aquisição de competências linguísticas, serão trabalhadas competências
socioprofissionais que permitam perspetivar a sua integração no mercado de trabalho.
A localização da residência, muito próxima do centro da cidade e de todos os serviços,
permitirá que a família rapidamente domine os percursos diários e desenvolva autonomia.
Além de assegurar as condições de habitação, saúde, segurança e aprendizagem da língua
portuguesa a preocupação da equipa de acção social da Misericórdia da Covilhã é a
capacitação e o empoderamento destes cidadãos e cidadãs, no âmbito no apoio e encaminhamento para acções de formação e ofertas de emprego, para que findo o processo
de 18 meses de acolhimento, se alcance a integração e inserção “plena” na sociedade.
Nós estamos a fazer cumprir a nossa Missão. Nós dissemos sim.
A Misericórdia abriu as suas portas a mais uma família, a Covilhã abriu as suas portas a
mais uma família e todos nós elevamos a nossa mente e o nosso coração.
Neste dia MUNDIAL DO REFUGIADO agradecemos a as pessoas e a todas as
organizações nacionais, regionais e locais, que desde 2016, connosco, cooperam nos processos de acolhimento (recolocação e reinstalação ) de pessoas refugiadas.

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Plataforma Get In Business disponibiliza ferramentas de apoio à criação de novos negócios

Plataforma Get In Business disponibiliza ferramentas de apoio à criação de novos negócios

O projeto Get in Business, promovido pela Associação Empresarial da Beira Baixa (AEBB) juntamente com as Comunidades Intermunicipais da Beira Baixa e do Alto Alentejo, terminou a 30 de março, mas a plataforma do projeto e as respetivas funcionalidades continuam disponíveis em www.getinbusiness.pt, para apoio a novas ideias de negócio.

Desenvolvido para promover o espírito empresarial, a criação de novos negócios e a consolidação de empresas recentes nas sub-regiões da Beira Baixa e do Alto Alentejo, o projeto Get In Business tem tido um papel importante ao disponibilizar ferramentas de apoio ao empreendedorismo, à inovação e à captação e orientação, permitindo a dezenas de pessoas construírem o seu negócio.

Entre as atividades do projeto, destaca-se a criação da plataforma online exclusivamente dedicada ao projeto, que continua disponível em www.getinbusiness.pt, podendo ser uma ajuda indispensável para todos aqueles que, tendo já uma ideia pré-definida, tenham dúvidas e necessitem de apoio na criação de um novo negócio.  Entre outras funcionalidades, o site inclui um simulador de validação de ideias de negócio e um diretório de oferta do ecossistema.

O simulador de validação de ideias de negócio permite “fazer um primeiro despiste quanto à validade da ideia, valoração e potencial de materialização da mesma num novo negócio economicamente sustentável. Num segundo nível, permite aos potenciais empreendedores ajustarem ou introduzirem melhorias nos parâmetros em que o desempenho resultar menos favorável, incentivando um exercício de reflexão e aprendizagem para a construção de um modelo de negócio com maior probabilidade de sucesso pelo que assume uma especial relevância no domínio da capacitação para o empreendedorismo”.

Por sua vez, o Diretório de Oferta de Ecossistemas agrega as entidades e infraestruturas, das regiões da Beira Baixa e Alto Alentejo, direcionadas para apoiar o desenvolvimento de projetos e negócios empresariais. Esta ferramenta permite através de um motor de busca, selecionar e comparar até 4 espaços de acolhimento, e outras infraestruturas facilitando assim, a escolha do empreendedor com uma avaliação precisa indicando as que melhor se adaptam ao seu projeto.

A plataforma Get In Business inclui ainda um menu “Tendências de Negócios” onde é possível descarregar e consultar dois estudos relevantes para quem efetivamente pretende avançar com iniciativas empresariais que conduzam à criação de novos negócios e empresas:

Estudo de tendências de novos negócios para a Beira Baixa e Alto Alentejo que visa identificar, sistematizar e divulgar um conjunto de Tendências de Negócios, fortemente suportadas em Novas Tecnologias e na Nova Economia Digital, que permitam inspirar iniciativas empresariais inovadoras de origem territorial aos empreendedores destas duas regiões.

Estudo de Levantamento e Caracterização do Ecossistema do Alto Alentejo e Beira Baixa que se foca em perceber em que estado é que estas duas regiões se encontram no que diz respeito ao empreendedorismo, às iniciativas empreendedoras e às condições existentes para avançar com a criação de negócios sustentáveis.

De acordo com os dados disponibilizados pelas entidades promotoras, até à data do encerramento do projeto verificaram-se 7618 visitas à plataforma do projeto. Importa referir também que, no âmbito do programa Get In Business, 18 empreendedores passaram à fase final de elaboração de projetos.

Todas as informações e funcionalidades descritas vão continuar a estar disponíveis em www.getinbusiness.pt. Se tem uma ideia de negócio, estas ferramentas podem ser lhe muito úteis!

O “Get in Business – Empreendedorismo em territórios de baixa densidade”, resulta de uma parceria da AEBB com as comunidades intermunicipais da Beira Baixa (CIMBB) e do Alto Alentejo (CIMAA). É um projeto financiado pelo Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional Competitividade e Internacionalização – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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Moçambique, ONG Ajuda em Acção actua mas precisa de apoio

ONG Ajuda em Ação apoia mais de 34 mil crianças deslocadas no distrito de Metuge
No Dia Internacional da Criança Africana, a ONG alerta para o impacto desta situação no futuro das muitas crianças com quem trabalha
A escalada do conflito armado em Cabo Delgado obrigou milhares de pessoas a fugirem das suas casas, só com a roupa que levavam no corpo, em busca de um abrigo seguro, longe da violência.

No distrito de Metuge, a Ajuda em Ação, juntamente com as autoridades locais, a UNICEF, o UNHCR/ACNUR e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), estão a apoiar mais de 10 mil famílias deslocadas, incluindo 34 mil crianças e jovens, em várias frentes: abrigo, acesso a água e saneamento básico, educação e proteção de vítimas de violência. Sob o mote do Dia Internacional da Criança Africana, a ONG alerta para o impacto desta situação no futuro das muitas crianças que apoia.

Adultos e crianças apoiadas pela Ajuda em Ação em Metuge

Crianças são as mais afetadas pelo conflito armado em Cabo Delgado

Mais de 732 mil pessoas deslocadas e 2.800 vítimas mortais. Estes números são um reflexo duro da violência que se tem vivido em Cabo Delgado desde 2017 e que se tem intensificado no último ano e meio. Milhares de pessoas têm sido obrigadas a deixar toda a sua vida para trás, muitas vezes só com a roupa que levam no corpo, na esperança de encontrarem segurança e abrigo noutro ponto da zona norte de Moçambique.

Cerca de 46% são crianças e jovens, vítimas deste conflito armado, que, por vezes, acabam por se perder das suas famílias no momento dos ataques e chegam sozinhos, desorientados e com medo, depois de terem caminhado a pé durante dias a fio ou de viajarem em autocarros locais lotados de deslocados ou em transportes aéreos que os retiraram das zonas de conflito. Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), num dos seus últimos relatórios, existem entre a população deslocada 1.410 crianças separadas das suas famílias.

São acolhidos em campos de deslocados ou famílias anfitriãs, mas o alívio da chegada para muitos levanta “consequências graves para os já escassos recursos” de outros, ressalva o diretor regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados na África Austral, Valentín Tapsoba. No distrito de Metuge, devido ao crescimento do fluxo de deslocados, a Ajuda em Ação, juntamente com as autoridades locais, a OIM e o ACNUR, puseram em marcha uma resposta de emergência humanitária para construir abrigo para mais de 10 mil famílias deslocadas e apoiá-las na reconstrução da sua vida.

Mas as necessidades vão muito além de abrigo e segurança. Especialmente no caso das crianças que precisam de assistência alimentar e médica, apoio psicológico, formação educativa e ferramentas que lhes permitam construir e idealizar um futuro melhor, distante da violência que conheceram nestes últimos anos e que terá um grande impacto a longo prazo na sua vida, embora ainda difícil de avaliar, alerta a ONG neste Dia da Criança Africana.

Ajuda em Ação está com uma resposta humanitária diversificada em Metuge para apoiar crianças 

Entre mais de 336 mil crianças e jovens deslocados oriundos do norte do país, mais de 85 mil refugiaram-se em Metuge, um dos distritos de Cabo Delgado onde a ONG Ajuda em Ação já está presente há mais de cinco anos e trabalha com 34 mil jovens e crianças deslocadas em acampamentos e comunidades hospedeiras. É aí que as suas equipas unem todos os esforços para suprimir as muitas necessidades que existem: são providenciados bens de primeira necessidade, presta-se apoio na construção de abrigos para as famílias, constroem-se e reabilitam-se pontos de acesso a água, latrinas e instalações higiénicas, distribuem-se kits de higiene e de dignidade e constroem-se salas de aulas, de modo a garantir o acesso à educação e a proteção dos direitos dos grupos mais vulneráveis, as crianças.

Aposta em atividades educativas para promover o desenvolvimento das crianças no campo de deslocados

Promover de forma continuada e sustentável o desenvolvimento destas crianças e jovens é fundamental. “As crianças sofrem muito com esta situação: perderam a sua rede social, a sua vida normal. Para restaurar a normalidade nas suas vidas, está a ser feito um grande esforço em comunidades como Saul, Taratara ou Pulo (distrito de Metuge) para as integrar no sistema educativo. No entanto, as infraestruturas, o número de professores e a qualidade da educação continuam a constituir grandes desafios.”, conta Abide Nego, Gestor de Programas da Ajuda em Ação Moçambique.

O acesso a uma educação de qualidade e a criação de emprego são outros pilares da ação da ONG para combater situações de risco como o trabalho infantil, os abusos a menores ou a entrada em redes de tráfico humano, perigos sempre à espreita em contexto de crises humanitárias

Depois da violência, as doenças e a fome continuam a pôr em risco a infância

Com poucas condições, sem casa, sem emprego, sem meios de subsistência, estas famílias e crianças enfrentam uma situação angustiante, onde a fome se faz sentir e as doenças são uma ameaça velada com que têm de lidar diariamente. “Tem havido surtos de cólera nos campos e a malária tem um impacto muito forte na região. Além disso, existem níveis elevados de desnutrição, especialmente entre a população infantil”, conta Abide Nego. As Nações Unidas contabilizam 240 mil crianças numa situação de desnutrição aguda, 3.400 casos de cólera e 16 mortes em Cabo Delgado só nos primeiros quatro meses do ano.

“A situação da COVID-19 vem agravar tudo ainda mais”, nota Sophia Buller, coordenadora de Ajuda Humanitária da ONG em Moçambique. Cabo Delgado é uma das províncias moçambicanas com maior número de casos, mas num momento em que a segurança e alimentação estão em causa, a ameaça invisível da COVID-19 não é uma prioridade. E embora, como diz Abide Nego, “existam esforços para garantir a sensibilização nos centros de acomodação, há dificuldade em distribuir máscaras”.

Abide Nego na entrega de material de proteção individual – máscaras – e higiene – cloro – em Cabo Delgado

Garantir o distanciamento social nos centros ou fora deles também não é fácil. “Com a família de acolhimento chegam a viver debaixo do mesmo teto mais 3 ou 4 famílias deslocadas”, refere a responsável pela área de Ajuda Humanitária.

Mesmo o gesto de lavar as mãos regularmente é um desafio para estas pessoas. “A lavagem das mãos parece uma medida muito simples, mas para as pessoas que não têm acesso a água é impossível”, adianta.

Até ao momento não existem casos registados de Covid-19 nos centros, em parte devido à falta de condições e material para testar a população. Contudo tanto Sophia Buller como Abide Nego temem que a situação possa agravar-se, porque é impossível neste contexto verificar a existência de casos positivos e assegurar todas as medidas necessárias de prevenção contra a disseminação do novo coronavírus e apenas um caso pode levar a uma situação de rápida propagação que comprometa totalmente um sistema de saúde que é, por si só, já muito frágil.

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