Proença-a-Nova: Rede de Solidariedade tornou Unidade Móvel de Saúde mais presente nas aldeias

Rede de Solidariedade tornou Unidade Móvel de Saúde mais presente nas aldeias

As restrições que o país viveu nos primeiros meses de 2021, causadas pela pandemia de COVID 19, levaram a que a Unidade Móvel de Saúde integrasse a Rede de Solidariedade do Município de Proença-a-Nova entre janeiro e maio, com a visita regular às aldeias do concelho e a entrega de medicamentos e outros bens de primeira necessidade. Foram também realizadas ações de sensibilização sobre os cuidados a ter devido à pandemia e vacinação nas aldeias de Vergão e Fórneas e no Centro de Dia de Montes da Senhora.

Os rastreios que caracterizam a ação desta unidade móvel só foram retomados em meados de maio, com o balanço do ano a registar 1226 atendimentos, número consideravelmente inferior aos 3.000 atendimentos realizados em 2019, antes do cenário pandémico. Adicionalmente, tendo em conta a necessidade de preparação e desinfeção da UMS, o número diário de atendimentos também teve de ser reduzido. Nas estatísticas, destaque ainda para os 111 utentes que foram rastreados por este serviço pela primeira vez, alguns dos quais durante a visita que a UMS realizou aos espaços balneares do concelho durante os meses de verão.

Da ação direta da UMS, o técnico de diagnóstico e terapêutica, Carlos Dias, teve de encaminhar dois utentes para os serviços de urgência e 16 utentes para o acompanhamento familiar com o médico de família devido aos valores registados nos rastreios. Entre estes, encontram-se os testes de glicémia, colesterol, triglicéridos, ácido úrico, avaliação de tensão arterial, SpO2, de peso e índice de massa corporal e de temperatura. Prestou ainda apoio em realização de testes COVID, bem como tratamento de pequenos ferimentos.

Do seu contacto diário com os habitantes do concelho, Carlos Dias nota sobretudo a urgência do regresso dos afetos. “O olhar das pessoas que encontrei, sobretudo nas localidades mais isoladas, procura uma mensagem de esperança. É para elas urgente voltar a viver como sempre o fizeram, sem receios e, acima de tudo, sem restrições nos afetos”.

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