EDITORIAL: Natal dos pobres

EDITORIAL

*Declaração d interesses

A presente Nota de Editorial não pretende ser uma crítica a governos, qualquer governo, mas, sim, uma reflexão tão tranquila quanto possível.

Tão tranquila quanto possível, mas impossível de ser tranquila. Não me excluo de ser criticado, mereço ser e, certamente em muitos momentos ser também alvo de crítica.

……….

E tudo a propósito do NATAL.

Impressiona ver a quantidade de organizações empenhados no bem social (que felizmente existem), é o “Exército de Salvação”, o Banco Alimentar, os Bancos alimentares  de imensos concelhos do país, um sem número de pessoas empenhadas em dar uma refeição quente, um pequeno almoço a um “verdadeiro exército de carenciados” que as televisões vão mostrando, sabendo-se que o que mostram é uma parcela insignificante do que é a realidade.

Este combate está a ser mal conduzido e falta aqui um “general…” que agregue acções, que priorize o que deve ser feito.

Apelo à nova Presidente da Associação de Municípios (ANMP), que a todos agrega, para que decidam com urgência criar algo como ” no meu município não vão existir pessoas sem abrigo “.

…”Natal”…

Este combate não pode ser ganho dando apenas refeições quentes nesta época fria.

Sim, são importantes, mas importante seria a combinação do alimentar, com a  indispensávcl casa (habitação) agregadora, o trabalho que impeça a mendicidade, retornar à formação e apoio na saúde.

É isto tudo e não é pouco que deve mobilizar a sociedade, Concelho por Concelho com o apoio e patrocínio evidente do Poder Central, mais acentuado em Lisboa e Porto.

Sem que esta decisão seja tomada, nada vai mudar e a miséria será dia-a-dia mais evidente.

* Director

  • Dados complementares com base no relatório do ENIPSSA, Portal da Estratégia Nacional para a integração de pessoas em situação de sem abrigo;
  • Total de pessoas sem abrigo em Portugal 8209 (dados 2020)
  • Em Lisboa, 4786 (58,3%)
  • . No Porto 1213
  • Alentejo: Alvito 11,35% por 100 000 habitantes
  •       ”          Beja      9,72%  ”           ”                “
  • A maioria são homens entre os 45 e 64 anos
  • 4 789 possuem algum apoio de instituições, 3 420 vivem mesmo na rua
  • Em 2 020, 485 recuperaram o tecto
  • 2 819 vivem com RSI
  • 32% possuem o 2º e ou 3º ciclo de habilitações
  • 19% não possuem qualquer habilitação
  • Estes dados são referentes a 278 municípios
  • Nota adicional: Com a pandemia a agravar-se, os danos colaterais podem ter já agravado estes números preocupantes.

Sobre Jornal de Oleiros

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2 Responses to EDITORIAL: Natal dos pobres

  1. Leitora atenta diz:

    Excelente reflexão!!
    Há muita hipocrisia a sobrepor-se às verdadeiras medidas que devem ter tomadas.

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