BALANÇO DA INTERVENÇÃO NO AFEGANISTÃO

BALANÇO DA INTERVENÇÃO NO AFEGANISTÃO

Há aspectos positivos e negativos a registar, dos 20 anos de presença estrangeira no Afeganistão:

Os escolares (apenas meninos) passaram de 900.000 para 9,5 milhões (quase 40% deles meninas), segundo imprensa alemã.

A esperança de vida dos afegãos aumentou de 56 anos em 2001 para recentemente 63 anos.

O abastecimento de água foi instalado em aldeias remotas de montanha.

As redes de telemóveis e smartphones estão agora amplamente difundidas.

O radicalismo foi controlado.

E certamente a melodia cativante da liberdade ficou no consciente de muitos!

O Ocidente falhou e os Talibã esfregam as mãos de contentamento!

Os radicais islâmicos são encorajados em todo o mundo (Ai de Nigéria, Mali…!)!

A confiança ficou abalada.

A China e a Rússia ficam reforçadas.

3.500 soldados estrangeiros perderam ali a sua vida e muitíssimos mais sofrem hoje danos psicológicos.

Estima-se que 45.000 membros das forças de segurança afegãs teriam sido mortos.

Depois de 2009 foram registados 40.000 civis mortos.

Dezenas de milhares de combatentes talibã perderam as suas vid

Com a retirada dos USA ficaram tantas armas no Afeganistão que, certamente, tornarão a próxima guerra civil muito mais dura.

No que toca à Alemanha, 400 cidadãos alemães continuam a ser mantidos reféns pelos Talibãs no Afeganistão.

Muitos milhares de afegãos que trabalharam para instituições alemãs não puderam ser evacuados. Assim os Talibã passam, necessariamente, de adversários a parceiros de negociação.

No dizer de Jim Banks, membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, “os USA deixaram 85 biliões de dólares de equipamentos americanos nas mãos dos Talibã, 75 mil veículos, mais de 200 aviões e helicópteros, mais de 600 mil armas. Os Talibã têm agora mais helicópteros Blackhawk do que 85% dos países do mundo. Eles têm visão nocturna, equipamentos de protecção corporal e, incrivelmente, dispositivos biométricos que têm impressões digitais, scaners de retina e informações biográficas de todos os afegãos que estiveram ao nosso lado ao longo dos últimos 20 anos. Não há nenhum plano desta administração para recuperar essas armas”.

Na consequência, a guerrilha tornar-se-á mais feroz na África e obrigará a novas estratégias geopolíticas! Aí passarão Os estados europeus passarão a envolver-se mais em África e os  USA intensificarão a sua presença e os seus interesses na região asiática!

As guerras nunca levam à paz!

  • António CD Justo, Colunista do Jornal de Oleiros
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