25 de Abril com contenção, mas celebrado

EDITORIAL

O 25 de Abril de 2021, 47 anos após a vitória da Democracia sobre a ausência de liberdades, o fim do medo, a caminhada para novos valores, acontece este ano num momento de pandemia que a todos afecta e, como sempre, mais a uns que a outros.

Não vamos assim marchar na avenida, mas celebramos.

Importa meditar nos que estão de novo a ficar para trás, no desemprego, nos que para sempre cairão sem hipótese de recuperar.

Importa meditar sobre o que fazer com as ameaças à liberdade de imprensa, nos que produzem notícias enganadoras empurrando para o desaire e para o regresso a algo que não queremos mais.

Pensar ainda como explicar aos que nasceram depois do 25 de Abril de 1974 e não sabem a miséria e a ignorância que caracterizava o país nem conheceram a guerra em África que ceifou vidas e destruiu bens materiais, impedindo o investimento no desenvolvimento que não existia porque todos os recursos eram canalizados para a guerra.

Em suma, muito para refletir, mas celebrando sempre o 25 de Abril e o que representa para um povo.

PF

Sobre Jornal de Oleiros

Nascemos em 25 de Setembro de 2009. Lutamos arduamente pela defesa do interior, o apoio às famílias e a inclusão social. Batemo-nos pela liberdade e independência face a qualquer poder. Somos senhores da nossa opinião.
Esta entrada foi publicada em Editorial, Política com as tags . ligação permanente.

2 Responses to 25 de Abril com contenção, mas celebrado

  1. Fernanda Ramos diz:

    É isso mesmo, caro amigo. Muito do que hoje é dado como adquirido foi fruto de lutas silenciosas e conquistado há muito pouco tempo, do ponto de vista histórico. Coisas tão óbvias como o livre acesso a determinadas carreiras e cargos, à necessidade de autorização para as professoras casarem com maridos que não encaixassem no “ modelo definido”…, a liberdade de expressão…são , a título de exemplo, conquistas da revolução e que aos mais jovens nem passa pela cabeça. Passar a mensagem é um dever de cidadania. Sem preconceitos, 25 de Abril sempre vivo!

    • Bom dia Dra Fernanda Ramos, creio que sim, obrigado. O outro problema é o conceito de “jovem”…Aos 30 são ainda jovens…Eu, aos 24 já tinha 4 anos de guerra em África…sabem lá eles. Tem acompanhado as notícias que vou dando por email? Não a quero incomodar, mas, a Si, sinto esse dever. Saudações, Bj

Os comentários estão fechados.