Proença-a-Nova, acções de protecção à floresta em curso com apoio a GNR

Sensibilizar para depois autuar em situações de incumprimento
Freguesias de Proença-a-Nova, Peral e São Pedro do Esteval esta sexta-feira, dia 26 de
março, e freguesias de Sobreira Formosa, Alvito da Beira e Montes da Senhora amanhã,
dia 27 de março: é esta a calendarização das ações de fiscalização que os militares da
SEPNA – Secção de Proteção da Natureza e do Ambiente, da UEPS – Unidade de Emergência de Proteção e Socorro, da GNR, com a colaboração de militares de
Castelo Branco, estão a realizar no Concelho de Proença-a-Nova.
O objetivo é georreferenciar as situações críticas de incumprimento a0 Dec-Lei 124/2006,
de 28 de junho, que obriga à gestão de combustível nos cem metros em redor dos
aglomerados populacionais e nos 50 metros em redor das habitações isoladas.
À semelhança do que foi feito no ano passado, as situações georreferenciadas nestas ações
serão posteriormente comunicadas à Câmara Municipal, Juntas e Uniões de Freguesia e
associações locais no sentido de a informação chegar aos proprietários dos terrenos em
incumprimento. “No período de aperto, com a gestão de combustível feita, em caso de
incêndio florestal há uma diminuição de perigo para as edificações e para as pessoas”,
refere Pedro Farinha, sargento ajudante, chefe do núcleo de proteção ambiental do Destacamento da GNR da Sertã.
Em 2020, neste Destacamento, que engloba os Postos Territoriais de Proença-a-
Nova, Sertã, Oleiros e Vila de Rei, foram sinalizadas 950 situações, 132 das quais no concelho proencense.

Depois desta etapa, os militares retornarão ao terreno para o contacto direto com a
população, se possível os proprietários, “no sentido de os alertar que têm de fazer a gestão
de combustível em redor das edificações até ao próximo dia 15 de maio”. Será ainda realizada sensibilização sobre queimas e queimadas: “nos últimos dois, três anos constatámos que houve diminuição crescente da questão dos incêndios florestais
provocados por negligência o que é de salientar.
De acordo com Pedro Farinha, para esta redução contribuiu a obrigatoriedade da
comunicação prévia da realização de queimas e queimadas. Será ainda
realizado policiamento preventivo, sensibilizando a população quanto a burlas ou à
presença de pessoas estranhas nas aldeias, entre outros assuntos.
Depois de 1 de junho, serão levantados autos nas situações que continuem a 
não cumprir o estipulado no Decreto-Lei 124/2006, de 28 de junho.

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