Idanha-a-Nova, Assembleia Municipal exige sede da futura Escola Superior em Idanha

Assembleia Municipal exige sede da futura Escola Superior de Informática e Gestão em Idanha e aumento dos efectivos da GNR no Concelho

No caso de avançar a reorganização do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB), que contempla a redução das atuais seis escolas para quatro, a Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova apela ao Governo para que a futura Escola Superior de Informática e Gestão tenha a sua sede em Idanha-a-Nova.

A Moção apresentada pelo Grupo Municipal do Partido Socialista, na sessão de 26 de fevereiro da Assembleia Municipal, foi aprovada por unanimidade e segue, agora, para o Primeiro-Ministro e para o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Em causa está a aprovação dos novos estatutos do IPCB, pelo seu conselho geral, no dia 10 de fevereiro, que pode ditar a perda da autonomia administrativa, científica e pedagógica da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova (ESGIN).

O Presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, afirma que a autarquia “tem estado na linha da frente na luta pela ESGIN, porque entendemos ser absolutamente crucial a manutenção do Ensino Superior Público em Idanha-a-Nova, com o sucesso que tem tido ao longo dos anos”.

A nossa convicção é que os novos estatutos aprovados pelo conselho geral do IPCB não asseguram a continuidade de uma escola com sede e autonomia em Idanha-a-Nova, pelo que já fizemos questão de comunicar a nossa posição junto do Governo, colaborando nesta pretensão com o Movimento pela Autonomia da ESGIN, a Associação de Estudantes da ESGIN e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos”, refere Armindo Jacinto.

A Moção agora aprovada frisa que “não pode ser um Governo Socialista a aumentar as assimetrias territoriais e a aceitar a saída da sede desta Escola Superior do nosso concelho, homologando os estatutos como estão redigidos, que não definem a sede de uma das quatros escolas em Idanha-a-Nova”.

O documento lembra que “tal alteração aos estatutos nunca foi discutida ou veio a público antes das eleições para a presidência do Politécnico de Castelo Branco. Todo este processo foi feito sem ouvir a Autarquia de Idanha-a-Nova, a Assembleia ou a Comunidade Académica. Todo este processo foi preparado na ‘calada da noite’ e com a intensão clara de prejudicar os habitantes de Idanha. Não podem as ilustres Excelências compactuar com políticas de encerramento de serviços públicos onde eles são mais fundamentais”.

Esta região é de baixa densidade populacional e todos os investimentos públicos e privados têm um grande impacto no crescimento do nosso território. Quando o Estado abandona estes territórios é ditar a curto e médio prazo a sua morte”, acrescenta a Moção a remeter ao Governo.

A Escola Superior de Gestão em Idanha-a-Nova, em toda a sua oferta formativa, reúne cerca de 600 alunos, sendo este fator extremamente relevante no desenvolvimento económico e social no concelho.

Idanha insta Governo a aumentar efetivo da GNR

A Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova aprovou por unanimidade duas Moções, da bancada do PS e da bancada do PSD/CDS-PP, que contestam o encerramento temporário dos Postos Territoriais da GNR do concelho e defendem o aumento do número de efetivos e melhores condições para as forças de segurança.

Embora se esteja a efetivar a reabertura dos Postos Territoriais da GNR do concelho de Idanha-a-Nova, suspensos temporariamente por causa da pandemia (Ladoeiro, Rosmaninhal e Monsanto), o aumento do número elementos será essencial para evitar que situações destas voltem a acontecer.

A nossa discordância em relação ao encerramento temporário dos Postos da GNR foi total e já manifestámos a nossa posição ao Governo. Estaremos sempre atentos à situação e continuaremos a pedir mais elementos da GNR para o concelho de Idanha e a disponibilizar condições para que os postos estejam abertos”, referiu Armindo Jacinto, presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova.

As Moções foram aprovadas na Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova, no dia 26 de fevereiro, e serão enviadas para o Comando Geral da GNR, para o Comando Distrital da GNR de Castelo Branco e para o Ministro da Administração Interna.

O encerramento dos Postos da GNR provoca grande descontentamento na população e aumenta o sentimento de insegurança. Apesar de vivermos tempos excecionais, devido à existência de uma pandemia, não pode o Estado abandonar o seu território e deixar as populações ao sabor da sua sorte, principalmente em territórios de baixa densidade e com população envelhecida”, refere a Moção do Grupo Municipal do PS, apresentada por Gonçalo Costa, presidente da Junta de Freguesia do Ladoeiro.

A Moção defende a reabertura urgente dos Postos Territoriais da GNR encerrados no concelho de Idanha-a-Nova, bem como o aumento do número de efetivos e o alargamento do horário de funcionamento para que esta situação não se volte a repetir.

Também a Moção apresentada pelo Grupo Municipal do PSD/CDS-PP, através de Paulo Rodrigues, reuniu unanimidade. O documento insta “o Ministério da Administração Interna e o Comando Distrital da GNR a dotar todos os postos de territoriais dos meios humanos, infraestruturas e equipamento necessários ao seu funcionamento e ao exercício condigno das suas funções junto das populações do concelho de Idanha-a-Nova”.

 

 

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